06/11 - 부산
E minha ferida no calcanhar amanheceu exsudando horrores. Quero ver se esta merda acabar infectando...
Uns nos atrás, uns zumbis tomaram o trem para Busan (ou viraram zumbis lá dentro, não me lembro...). Hoje é minha vez de seguir o caminho deles!
Por sorte, não padecemos de excesso de confiança para deixar pra compra o bilhete na hora, como não teria sido problema no Japão, porque o trem lotou.
Os fins de semana fodem a vida da gente porque os bancos não abrem, e não dá pra trocar dinheiro com cotação boa, e os lugares fecham mais cedo. Então chega o início da semana, e você diz pra si mesmo "pronto, agora tenho cinco dias pra ser feliz!". Crasso engano, amigão! Hoje, com pouco tempo para fazer muita coisa, demos com a cara na porta de dois museus, fechados, agora porque é segunda-feira.
Já batendo nas 6 da tarde, com pouco mais do que um donut e umas balas no estômago, encontramos mais um buffet para finalmente "almoçar". Como sempre, o Google Maps não desapontou, ao menos em termos de previsibilidade: nos indicou um restaurante que não conseguíamos encontrar no mundo físico, apesar de, segundo o aplicativo, estarmos em cima dele. Enquanto os locais diziam, com gestos, algo que parecia significar "chuuupa, o restaurante não existe mais", no celular ele aparecia como aberto no momento, em pleno funcionamento.
Restou então ir passear no famoso mercado de peixes e frutos do mar da cidade, impactante aos olhos, mas capaz de mobilizar fortemente também outros órgãos dos sentidos. Ah, o aroma! Que me trouxe memórias indeléveis, ainda que näo tão caras, da Priscila, da Cibelle, da Ana Célia e até mesmo um pouquinho da Maria Celeste, ainda que neste último caso o odor tivesse mais notas de açougue do que propriamente de peixaria.
Mas, para me trazer de volta do estupor de traumas olfativos passados, um tio muito simpático de um dos boxes do mercado, a quem tentei perguntar quanto custaria uma pequena porção de peixinho seco, me presenteou com uma porção não tão pequena assim, demonstrando que às vezes o que rescende a águas salobras abissais pode aquecer a alma, e não apenas petrificar o espírito!
Já com os bulbos olfativos recuperados, encontramos outro supermercado que fornecia uma amostra de comida aqui, outra ali, sem a estupefaciente exuberância do de Seul.
E compramos o Passe Visite Busan, que vai ajudar a dar um desconto muito bom nas coisas do próximos dias, se não acabar dando merda e não sendo aceito pelos lugares, o que é uma possibilidade bem plausível, com minha sorte cagada.
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