07/11 - 부산

E hoje foi dia de parque de diversões! Tio Aderbal com seus cabelos cada vez mais brancos e sua alma cada vez mais grisalha lá na fila com a criançada!
O passe funcionou, deu pra retirar os ingressos sem problema. Mas, sendo a vida como ela é, como uma sucessão de bocas de lobo com esgoto correndo embaixo, se não transborda numa ponta, transborda na outra... Após entrar em quase todos os brinquedos, e parecer não haver mais para onde ir, onde estavam aquelas dezenas de outras atrações que o site descrevia? Voltei a ele com mais atenção, e então me dei conta de que se referia ao parque homônimo de Seul. O de Buzan é consideravelmente menor, sem vários do brinquedos que seu irmão mais velho tem. No final das contas, três deles valiam a pena, um pêndulo giratório enorme, uma montanha-russa clássica e um carro que oscilava num trilho em U até a queda final num tanque de água (e que passou a maior parte do dia fechado).
Então não houve muito a fazer senão agir como um bom pai de família, e ficar basicamente alternando entre a esposa e a babá do Alfredinho, um pouco mais da segunda do que da primeira. Mais pro fim da tarde o outro brinquedo abriu, e deu pra dar uma passadinha por ele também, como se, além das duas primeira da dieta padrão, tivesse rolado um affair com a síndica do condomínio.
No final, apenas 11 voltas dadas, muito longe de meu recorde, e, no meio da tarde, já estávamos indo cuidar da vida. A náusea nas montanhas-russas é como a ansiedade de performance: A gente sabe que vai acontecer, plasil ou viagra farão muito pouco para conseguir evitá-la, chega lá a hora, dito e feito, ela acontece, e em ambas as situações a gente fica lá com aquela cara de bunda. No primeiro caso, com mais chance de expulsar explosivamente alguma coisa nojenta lá de dentro de nosso âmago. Mas hoje, provavelmente por não ter dado muitas voltas, nem fiquei tão enjoado assim. O almoço no parque, como usual, custou mais caro do que um programa com a Carla Z..., a troco de um hamburguer sem nem uma fatiazinha de queijo dentro.
Os parques, pequenos ou grandes, distantes ou próximos, de personalidade forte ou, como o de hoje, meio genéricos, são que nem as mulheres, basicamente uma questão de temas e variações, mas, no final, é tudo meio igual: tem as montanhas-russas, os pêndulos, os carrinhos bate-bate, a torre que despenca as cadeiras lá do alto, o barquinho pra dar o tchibum na água e te molhar todo se não comprar adicionalmente a capa de chuva vendida ali do lado, e muitas, muitas lanchonetes com comida ruim a preço vil. Enfim, foi como a maratona de anteontem: resultado medíocre, mas melhor tê-la corrido do que não tê-la.
Depois, no fim do dia, mais templo, supermercado que em vez de  uma sacolinha de plástico descartável vagabundinha adicionou uma puta sacola reaproveitável cara na conta, sem possibilidade (ou boa vontade) de cancelamento, e um bowl de carne com curry e queijo saboroso e de preço honesto, que ainda vinha com sopinha e saladinha acompanhando, de presente. Nesta viagem todo dia acabo tomando um chá ou um caldinho de sabor meio indistinto, sem ter a menor ideia do que sejam, mas de sabor bem aceitável.

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