08/11 - 부산
Parafraseando Sócrates, aquele pederasta, Uma vida não criticada não merece ser vivida. Hoje os objetos de crîtica foram banais, triviais, num dia que apenas se arrastou, citando sem paráfrase meu amigo Billy, pelo caminho para o pó da morte.
Hoje foi dia de acabar de gastar o resto do passe Visite Busan. Pela manhã, no museu de cinema. Meio parque da Mônica, uma versão pobrezinha de algo que poderia ser mais consequente se não mantivesse uma exposição montada aparentes 40 anos atrás, com cartazes na parede, aquelas vinhetinhas documentais nas telas, e umas interaçôes meio toscas para incluir o visitante em fotos, animações e dublagens. Ainda assim, rendeu umas duas horas e meia lá dentro. Pareceu ter sido menos.
O museu de história moderna de Busan era nada além de uma biblioteca, supõe-se que com livros relacionados à história moderna de Busan. Mas por que chamar aquela merda de museu é algo que escapa à minha cada vez mais atrofiada compreensão.
Depois, à tarde, mais dois outros museus, não sem antes caminhar um tanto até uma pizzaria, uma mera Papa John"s, nem ao menos um restaurante autoral, que ousava cobrar tão exorbitantemente caro por seu produto que fomos embora após olhar o cardápio, deixando a tia coreana do balcão meio boquiaberta, como se dinheiro saísse do 나귀.
Para ir parar numa segunda pizzaria, ainda mais longe, pedir uma segunda pizza, de preço ainda estuprantemente alto mais ao menos um pouco menor, e receber um mero brotinho ridículo, aquela coisa minúscula de 4 fatias, ainda cortada em 6, pra parecer em vão menos minúscula. Um ultraje.
O centro de cinema, prédio enorme, de arquitetura superlativa, ocupando todo um quarteirão, que bem poderia ser a sede do Ministério da Verdade do livro de meu também amigo Georgie, é um mamute quase absolutamente vazio, sem nada acontecendo em seu oco interior exceto por uma sala de projeção de filmes comerciais, e com um auditório ao ar livre com uma tela gigantesca, do tamanho de uma de suas paredes laterais, na qual teria sido glorioso assistir alguma coisa, mesmo que em coreano, mas nada estava sendo, ou, até onde conseguimos perguntar, seria, exibido.
O Museum 1 parecia uma versão mais tímida do teamLabs que havíamos perdido em Tóquio. Muita luz, paredes, tetos e chãos de leds, arte moderna, bem bacana de ficar desafiando uma crise epilética a chegar, com tanta coisa piscando na sua cara. Mas os filhos da puta proibiam de entrar com qualquer mochila a tiracolo, e o armarinho pra.deixar as tralhas ali na entrada era pago. 500 Wons.
Pra lacrar, um passeio pela orla da praia. Bonitinha, bem iluminada, uma Copacabana com bem menos cariocas ou balas perdidas.
A ferida no calcanhar, ainda não cicatrizada, parece exsudar menos a cada dia, e o álcool gel ardeu menos na alma ontem, então acho que melhorando, mas não vai chegar zerada e fechadinha pra ser torturada novamente por mais 4 horas e meia no domingo.
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