17/11 - 香港
Mais peregrinação por museus hoje, na maior parte menos interessantes, dedicados a coisas bem chatas, como caligrafia ou arqueologia, pra não correr o risco de ter que tomar o barquinho pro outro lado da ilha e quebrar a cara de novo. Desinteressantes também são as milhares de lojas nas dezenas de galerias ou megashoppings espalhados pela cidade, sempre vendendo estas coisas de grife, bolsas caras, relógios caros, perfuminho que, pra dar dor de cabeça, nem caro precisa ser.
Para o almoço, ou o que imaginava que seria um almoço feito de muita degustação, fomos ou museu do miojo! Por 60 contos, participamos da oficina de customização do próprio macarrão em copinho, que não era muito mais do que desenhar a embalagem com uns pincéis atômicos grossos demais, e escolher a lista de ingredientes que seriam acicionados. Zero de experimentação de sabores ou modalidades de macarrão instantâneo, mas pelo menos pude fazer uma homenagem a minha ainda vigente musa, já que se tratava de coisas quentes e molhadinhas para colocar na boca.
O museu da tarde, provavelmente também bastante chato, de história da dinastia isso ou aquilo, estava fechado, inteiro, para a montagem de uma exposição. Então, pouco restou além de ir ao museu aeroespacial, não visitado até então, mas que por 1/6 do preço do miojo, acabou se mostrando até bem razoavelzinho, e bem melhor relação custo-benefício.
Tive vontade de ir reassistir a performance da Hermés, mas no que ontem deu para entrar em cima da hora, sem reserva, agora não havia mais vagas até o final da temporada.
Lembro-me de tempos pré-internet e nos quais a atual mesquinhez se somava à real falta de recursos, o que me forçava a ficar hospedado em quartões coletivos de albergue, ou no máximo em quartos individuais sem televisão ou banheiro, e do tédio que eram as noites depois de voltar dos lugares visitados. Agora, de tudo o que trouxe no meu tablet, consegui ler meia revista em quadrinho até o momento, e sempre falta tempo pra ler sobre e planejar as visitas aos destinos seguintes. Pra correr atrás deste atraso, voltamos então para o aconchegante corticinho, do qual hoje me despeço para voltar para minha vida de burguês. Sentirei saudade de pisar naquela agüinha de chorume!
Daqui pra frente, não sei mais se conseguirei acessar internet, usar cartão de crédito, não ser preso pela polícia e pequenos luxos como estes. Se o blog parar de ser publicado, ou o whatsapp se calar, é porque que resolvi ser fodão e viajar para estas plagas, em vez de ir, sei lá, pra Chapada dos Veadeiros.
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